O bebê está chegando… e quem é essa “Mãe-Mulher” que vai recebê-lo?

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Mulheres que são muito mães, ou mães que são muito mulheres? Se a vida dá um giro de 180 graus durante a gravidez, imaginem no pós-parto… Na verdade, a gravidez não se encerra na hora do parto, mas continua até o terceiro mês da vida do bebê. Alguns especialistas, no entanto, alertam que essa etapa pode se estender até bem mais tarde, lá pelo 12.o mês de vida do bebê. Ou seja: engravidamos, parimos, mas continuamos prenhes – de sonhos e de vidas, agora no plural. A da mamãe, a do bebê e a de quem está junto dos dois, oferecendo suporte psicológico e afeto.

O que chamamos de pós-parto, então, trata-se de um período especialíssimo, assim como a própria gestação, em que a mulher-mãe passa por variadas mudanças fisiológicas e emocionais, talvez numa intensidade até maior do que durante a gravidez. É um momento delicioso e delicado, já que agora, como mãe, a mulher vai precisar estar atenta e sensível não somente às suas próprias necessidades, mas também às demandas do bebê – que, por sinal, são muitas e não estão descritas em nenhum manual de instruções. Da amamentação à introdução dos primeiros alimentos pastosos; do desmame ao desfralde; do balbucio às primeiras palavras, absolutamente tudo o que venha da experiência do bebê modificará e dará novos sentidos à experiência da mãe.

Essa “mulher-mãe”, envolvida até a última gota de leite com uma criaturinha tão indefesa e cheia de necessidades, acaba vivendo 90% de suas horas em função do bebê, o que acaba afetando em cheio as suas relações sociais, dentro e fora do espaço familiar. É muito importante falar sobre as angústias e inseguranças desse período com outras mães-mulheres, que também tenham vivenciado as dores e as delícias de uma gravidez e do pós-parto. A troca de experiências acaba criando um elo de confiança e permite um saudável exercício educativo da maternidade entre as mães. Poder dizer o que aflige bem como o que encanta na experiência materna é fundamental para garantir que a “mãe-mulher” permaneça emocionalmente saudável e possa contribuir efetivamente para a criação de seu filho.

Dicas para a mulher-mãe do século XXI:

  • Expor, com clareza, para amigos e familiares, as questões fisiológicas e emocionais relacionadas ao pós-parto que a afetam diretamente: nunca é demais que as pessoas saibam o como você se sente e por que age desta ou daquela forma.
  • Dividir, com as pessoas próximas, qualquer sensação de ansiedade ou culpa, bem como o excesso de trabalho: o cansaço da mãe nessa fase inicial da vida do bebê é normal, mas o que não pode ser habitual é o isolamento da mulher, para parecer forte e dona exclusiva de sua maternidade.
  • Conversar, francamente, com o companheiro, os amigos e familiares, sobre temas nada confortáveis para a mãe-mulher, como a volta ao trabalho e a retomada da vida sexual do casal: a mulher não pode ser esquecida nem esquecer-se de si, quando passa a ser também mãe.

• Refletir, constantemente, sobre o papel dessa nova mulher-mãe: leia, converse, participe de grupos de apoio e, principalmente, não perca de vista a mulher que você era e a mãe que você pode ser.

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